A Garota e o Unicórnio

Essas historias com começo “era uma vez” vêem a iludindo desde sempre. Principalmente as que seguem por as ilustres palavras “em um reino encantado”. Ela realmente acreditava que princesas em sonos profundos poderiam ser acordados por príncipes encantadas, ou que se ela beijasse um sapo ele seria o amor de sua vida e se tornaria o homem de seus sonhos. Mas a realidade é que a princesa estava em coma e os sapos passam doenças terríveis.
Ela acreditava, mas não compreendia nada daquilo. Afinal, qual era a moral dos sapos na época que as historias foram escritas? Metáforas, metáforas, metáforas... Sempre isso. Depois que cresceu parou de acreditar nas histórias e passou a acreditar nas metáforas da vida. Como que a magia está no amor e na amizade e que os unicórnios não são aqueles cavalos com um chifre, mas sim as pessoas que sabem que são mágicas e fazem o que podem para ajudar os outros a ficarem sempre bem.
As coisas começaram a ficar magicamente ruins, mas a garota nunca pensou em desistir de lutar, pensando: “se até em metáforas as coisas ficam bem, porque no final dessa minha história também não posso ser feliz para sempre?”. Nessas histórias sem fim, o para sempre é até que a morte os separe ou nem a morte separa quem ama? Onde está o para sempre da garota-unicornio, já que “para sempre” sempre vem depois de “feliz”?

Vida de Autor


Quando um autor quer escrever sente aquele aperto no coração e sabe que é aquela a hora de expor para o mundo tudo que está sentindo, sendo que nada, nem ninguém, pode fazê-lo parar. Tem vezes que nós nem precisamos de um tema, podemos escrever sobre a nossa vontade de escrever. Por exemplo hoje, não sei o que escrever mas aqui estou enchendo a alma de alegria e prazer para os senhores lerem futuramente.
No meu caso, são poucos os textos que publico, este mesmo não tem planos de ser lido por estranhos, mas quem sabe as mídias sociais não possam dar um jeito nisso. Eu não sei se esse monólogo está muito interessante para você, acabei de me dar conta disso já que estou no final da folha e o telefone tocou.
Falando em telefone, de uns tempos para cá tenho recebido mensagens de uma estranha no meu celular, mensagens falando para não perder a esperança e a força, e o mais incrível é que esta o faz quando eu realmente estou precisando. Não sei se é o destino, ou se é Deus querendo me mostrar que essa tal de Marcia, mesmo não me conhecendo, mas parecendo me conhecer desde sempre, e mesmo sem eu responder as mensagens, continua sendo uma correspondente anônima, me deixando a pensar o que é solidariedade,
Na minha vida só conheci duas “Marcias”, mas não cabe aqui citá-las pois já perdi contato com ambas. Esta terceira, não sei se a coloco na lista de “conhecida” ou na de “estranha solidária”. Finalizo este texto com uma das mensagens dela:
“Hoje compreendi que viver é ser livre! Que ter amigos é necessário!Que lutar é manter-se vivo! Aprendi que o tempo cura! Que mágoa passa! Que decepção não mata! Que hoje é reflexo do ontem! Que dor fortalece! Aprendi que sonhar não é fantasiar! Que beleza não está no que vemos, mas no que sentimos! E que o segredo da vida é viver! Então viva e seja muito feliz pois o melhor de Deus ainda está por vir! Beijos, Marcia”


Fazendo um adendo:
A vida de autor não é fácil, como muitos dizem. O autor pode estar em qualquer lugar dentro de você, basta você passar pro papel o que está sentindo, sendo em forma de monólogo, poesia, narração... o que você achar melhor. Eu encontrei na literatura minha válvula de escape, então eu sonho em viver do que eu escrevo. Claro, há milhões de autores melhores do que eu, mas eu acredito que cada um tem seu jeito e tem sua beleza na escrita. Como por exemplo o autor do texto da Marcia: procurei a primeira frase no Google, não vou mentir, e achei vários resultados, com autores anônimos. Meu bem, não tenha medo de mostrar o quem você é, porque o que você escreve hoje e acha uma droga, amanhã pode ser a éter de alguém.
Melhor que escrever é saber a opinião das pessoas e se surpreender que elas gostaram muito do seu trabalho e começam a te fazer perguntas, dizendo que se encontrou na sua escrita. o importante é ser você e dizer o que sente, independente da forma q o faça.
Por Bruna Pisciottano

Breu


O frio que se sente
Num olhar carente
É o mesmo frio
Que gela a nossa alma
Nos arrepia
Nos faz um mero artifício
Na arte de amar e odiar

O calor no olhar
De quem deseja
Aquece a alma
Brilha o luar
Colore as flores
Ensina os pássaros a cantar

O outono q se vê
Na alma carente
De quem se sente
Sozinho no escuro
É o mesmo outono
Que muda as cores
Que mata as flores
E engrandece o luar.

Senhor tempo,
Não se cansa
De fazer criança
A alma de quem ama
E de se fazer presente
Na alma de quem mais teme?

Infância

Brilha-brilha estrelinha, quero ver você brilhar, brilha brilha lá no céu...
Pirulito que bate bate, pirulito que já bateu, quem gosta de mim é ela e quem gosta dela sou eu, o anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era doce e se acabou...
Se eu tivesse, se eu tivesse uma rua, eu mandava, eu mandava ladrilha, com pedrinhas de brilhante, para o meu, para o meu amor passar
Menininha de perna grossa, vestido curto papai não gosta
Amo você, você me ama, somos uma família feliz, com um forte abraço...
Babalu, babalu é californsi, california é babalu...
Parara parati parara parati parara parati parararara...

Sexta feira do brinquedo
Lanche comunitário
Festa a fantasia no dia das bruxas
Brincar com todo mundo
Tudo divertido e cheio de vida
Mundo feliz
Mc Lanche Feliz


Cheiro de brinquedo novo
Maquiagem da mãe
Perder sapatinhos da Barbie/Suzie 
Pokemon
Pistas de Blue
Hora do Recreio/Lanche
Molhar seu bicho de pelúcia preferido
Super-herói


Muitos presentes no natal
Coelhinho da páscoa, que trazes pra mim, um ovo, dois ovos, três ovos assim
Machucado
Band-Aid de desenhos
Mamãe Bebê. 

Hipopótamo de Pelúcia

Era uma noite quente como todas as noites de verão e Nanda dormia lívida abraçada com seu hipopótamo de pelúcia nos braços de seu pai. Eles andavam por um longo corredor no Hospital Maternidade de um lado para o outro, esperando uma criança que salvaria o mundo juntamente com a garotinha adormecida.
O vento soprava uivando pelas janelas do quarto de Helena, a qual já entrara em trabalho de parto há cerca de duas horas. Enfermeiros com roupas azuis auxiliavam no procedimento e uma médica com uma touca de pano estampado com flores alertava que o bebê já estava pronto para nascer com a ótima dilatação da futura mamãe.
Do lado de fora uma rebelião tomava conta das ruas e avenidas da cidade grande, gritos e faixas para todos os lados. Ao lado da cama, segurando a mão da esposa, o líder de tudo aquilo.
-Não vamos conseguir esperar mais, o cordão esta enrolado no pescoço do bebê, precisamos acelerar o parto. –disse a enfermeira de cabelos brancos, afastando o aparelho de ultracenografia  de perto da grande barriga de Helena, a qual começara a resmungar com a dor.
Depois de alguns minutos, uma enfermeira estava ao seu lado, segurando sua cabeça para frente:
-Mais força, querida, ele precisa nascer, vamos, você consegue!
Depois de um grito agudo e sufocante da mãe, o bebe finalmente veio ao mundo. O homem no corredor se preocupou ao não ouvir nenhum choro de bebe quando uma enfermeira entrou no quarto com uma incubadora sustentada por uma espécie de móvel com rodinhas.
Nanda acordou com toda aquela gritaria e abraçou mais forte o bichinho de pelúcia:
-Tá tudo bem, Jerry, titia Lena vai ficar boa logo. –assegurou com a sua voz infantil ao brinquedo. O homem que a segurava não achava o mesmo e temia pela vida da irmã.
Uma noite depois, tanto bebe quanto a mãe já tinham se recuperado do susto. A criança nascera saudável e forte, a mãe perdera sangue, mas não tinha anemia.  Roberto e Nanda saiam do hospital acompanhando Helena, seu filho e seu marido quando um homem de meia idade os abordou, com uma arma apontada para a menina no colo de Roberto:
-Mataste minha família, seu canalha. –disse ao marido de Helena.
-Eu não matei ninguém, Pedro, abaixe esta arma. –disse firme ao líder de um dos “bandos” da rebelião.
-Agora você vai pagar.
O barulho dos tiros fez com que o bebe nos braços de Helena chorasse alto, assim como o choro do tio da criança. O sangue manchara o brinquedo que Nanda carregava e logo enfermeiros saíram do hospital, mas era tarde demais para fazer qualquer coisa. 

< 3

Your heart deserves your trust
A choice made by all of us
The sun will come back tomorrow
There´s a message in the bottle
So come on I´ll meet you there
There´s enough sunshine to share
As long as you know
The bridge between us is a rainbow

To make friends

Aos 2 anos descobri o que eram os amigos sem ao menos saber que aquilo se chamava amizade. Coisas maravilhosas acontecem quando estamos com eles, veja só como a amizade pura pode vir a ser a mais bela manifestação de amor:
com os amigos nós nos divertimos para valer; são essas pessoas que nos fazem sorrir e são as mesmas que podemos contar tudo e para com tudo. São eles que nos falam verdades sem medo, afinal, se a amizade é verdadeira não tem por que brigas. São os amigos que enchem nossas vidas de carinho e atenção, fazendo assim mais do que parte de nossa família pessoal, mas parte significativa de nosso coração. 
O que dizer de Yolanda e seus 20 reais, de Vitória e seus tuins, de Savanna e seus surtos de paixão instantâneas, de Miki se jogando em cima da gente, da D-Chan e suas trocas de casinhas, quer dizer, de namorados, de Lívia sem entender nada de tudo isso, de Karina e suas bolachas, de Thamyres sendo minha filha, do Geeh e sua abstinência, de Dii com seus altos casos na calada da noite, de Babii com seus BGs para meu twitter, de Sara e seu fogo, de Carol e seu bicho-de-goiaba e de Kamilla com os seus babados, de Vitor com a mulher loira dançando em cima da cama, de Kogiso e sua infantilidade, de Fernanda e seus livros, de Min.ha e seus ataques de fã de TH, de Piu-Piu e o papo de mulher, de Clarissa e suas aulas de matemática, e, por último mas não menos importante, de Lucas com seus pulsos cortados?
Digo hoje, com orgulho, que posso contar, sem medo, com todos os meus amigos (aqueles lindos). alguns me conhecem desde pequenininha e sabem tudo, ou quase tudo, de mim. Há aqueles que eu não conheço pessoalmente, mas daria a vida por eles se fosse preciso. Na verdade, eu daria a vida a todos os meus amigos. 
O mundo pode mudar, a década pode passar, legados e eleitores podem mudar o sistema, mas a unica coisa que nunca vai mudar é o amor que sinto por todos vocês. Obrigada por existirem.