Ele acordou as sete horas em uma segunda feira, tomou seu banho e seu café da manhã. Foi para a escola, zoou com os amigos, pegou umas meninas, se apaixonou por algumas. Terminou o colégio, foi para a faculdade, se formou, arrumou um emprego, casou-se, saiu de casa, comprou um cachorro, um gato e/ou um passarinho. Preocupou-se em ganhar dinheiro para sustentar sua família, esqueceu-se de ser feliz por mais tempo. Dançou com sua esposa no 27 aniversário de casamento, aproveitou o gosto fino do vinho que comprara. Brigou com os filhos, se arrependeu de tudo, pediu desculpas ao mundo, sem saber que ele tinha que pedir desculpas a si mesmo por deixar para traz toda uma vida que poderia ter sido mais feliz do que foi. Tentou aproveitar o máximo de tempo que lhe restava, sorrio com sua família e com seus amigos, foi feliz. Depois de tudo, voltando para a casa um pouco "alto", bateu o carro num poste e morreu durante a cirurgia. E essa é o padrão de mediocridade vivido por muitos.