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Somos jovens, independente de nossos países. Todos jovens (ou teens, se preferir americanizar) queremos sempre as mesmas coisas. Queremos ser discretos, mas queremos aparecer. Queremos romance e queremos comédia. Temos dias de quase-morte e dias de quase-morte-de-tanto-rir. Queremos música e queremos amigos, queremos escola, mas não queremos matemática ou física. Queremos atenção, porém queremos privacidade. Queremos cores e queremos sépia. Queremos viajar o mundo. Não queremos passar fome. Temos pontos fracos e pontos fortes. Achamos nossa letra feia, mas sabemos que há um alguém que nem isso tem. Queremos o perfume e o êxtase da juventude. Queremos festa. Temos dias de fossa e dias de “NOSSA!”. Queremos coisas ao nosso alcance e fora dele. Não queremos a tristeza, mas a aceitamos. Sentimos e vivemos intensamente. Sabemos que tudo isso um dia acaba e sabemos que vamos nos arrepender de muita coisa. Queremos mais música e mais festa. Queremos alguém e queremos alguém para contar. Queremos tudo e nada. Sabemos pouco, mas sabemos mais. Somos inteligentes, porém inexperientes. Estamos por ai, em todos os lugares do mundo, querendo tudo e odiando todo o resto. Um dia já quisermos entrar em um buraco e não sair mais. Nos surpreendemos. Achamos graça de tudo, falamos sobre o tempo e sobre os velhos tempos. Somos todos iguais, é verdade. A juventude é mesmo um procedimento padrão.
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